Tenho aprendido a escutar mais as pessoas. Não analisá-las, isso já fazia parte da minha exploração quando criança, observava tudo, minha infância e adolescência foram recheadas de CSI, Agatha Christie, tesouros perdidos etc. A curiosidade, isso!, já me acompanha desde cedo. Ontem tive a oportunidade de conversar com um aventureiro, estilo meio que supertramp, anistiado, um senhor com seus sessenta e poucos anos... muito falante, abriu sua história numa tarde de sábado. Como pela manhã eu tinha estudado sobre o jovem e seu relacionamento com a terceira idade, estava mais empolgado para o papo, pelo menos aparentemente, pois não costumo falar a lot. Histórias vão, ele naufraga no rio Araguaia, mora em 5 cantos do Brasil, luta a favor da liberdade de expressão durante a ditadura militar, critica emissora de TV, histórias vêm. Muito se auto elogia, muito mesmo, dava pena, e eu não suporto quando passam mais de meia hora falando de si próprios. Contar vantagem ficou no século passado minha gente, mas até que as dele eram interessantes porque eram vantagens misturadas com experiências. Nos detemos nas lutas, iniciativas, movimentos, vontade de vencer, por um tempo maior. "O que essa geração deixará de legado?" "Quem sabe demais é sempre oprimido pela massa..." "mudar as coisas sozinho é sempre mais difícil." Ele, muito reflexivo, fez um comentário de apoio ao movimento gay no Brasil, dizendo que era o único grupo interessado em mudanças, manifestações a favor de seus direitos, de suas felicidades e comparou com as manifestações durante a ditadura, "quem queria fez história e venceu, apesar das derrotas e de todo o sangue derramado."
Que voltemos sempre ao primeiro amor, pra fazer de cada dia uma história de inesquecível, escrevendo eu te amo em todo canto, e pra gente mesmo.


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